Vereadora e motorista são mortos a tiros na volta de evento com jovens negras

Marielle e seu mototista não tiveram tempo de se defender

Ao voltar do evento “Jovens negras movendo as estruturas”, realizado na Lapa, a vereadora Marielle Franco (Psol) foi morta a tiros 22h15m desta quarta-feira, 14, no Estácio, centro do Rio. Ela percorria a Rua Joaquim Palhares, quando um veículo parou ao lado do que ela estava e foram feitos os disparos.

Marielle e o motorista Anderson Pedro Gomes, 39 anos, morreram na hora e sua assessora, que não foi identificada, conseguiu sobreviver, mas ficou muito ferida. O carro ficou cheio de marcas de balas na lateral e os bandidos evadiram-se do local em alta velocidade após o crime.

Policiais do 4º BPM, soldados do Corpo de Bombeiros e peritos da Delegacia de Homicídios foram acionados e estiveram no local. O deputado federal Marcelo Freixo, seu colega de partido, também esteve no local, que ficou cheio de populares ansiosos por informações sobre o ocorrido.

Nascida no Complexo da Maré, Marielle era formada em sociologia pela PUC/Rio, fez mestrado em Administração Pública pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e foi a quinta mais votada para vereadora do Rio de Janeiro, com 46.402 votos.

A Delegacia de Homicídios ainda não tem uma linha de investigação, mas trabalha com duas hipóteses: a de tentativa de assalto que acabou em morte; e vingança, já que no domingo a vereadora reclamou da truculência dos policiais do 41º BPM durante a abordagem a moradores.


O assassinato ocorre em plena Intervenção Militar, que em quase seis meses não apresentou nenhum resultado, a não ser constrangimento de crianças, mulheres e trabalhadores a caminho do serviço. Nenhum chefão do tráfico foi preso e a violência cresce a olhos nús.


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