Jovem que matou a mãe enfermeira é suspeito de ter matado também o pai

Clayton e Priscila mortos pelo filho 

O jovem de 18 anos preso na quinta-feira, 10, acusado de ter matado a mãe Priscila Coral Ramalho, em Peruíbe, no Litoral de São Paulo é suspeito de ter matado também o pai Clayton Ramalho, 42 anos, em Borda da Mata, no Sul de Minas. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público mineiro.

Priscila, que era enfermeira e coordenadora técnica do Samu de Peruíbe, foi encontrada no chão do Box pelo atual marido ao chegar para o almoço e socorrida a uma unidade de saúde, mas morreu em seguida. O filho acabou preso por se contradizer ao ser interrogado pela polícia.

O promotor Sérgio Brito Ferreira disse que a causa da morte do comerciante foi dada como natural na ocasião, mas em decorrência de questionamentos da família, o MP solicitou exumação do corpo e passou a presidir o procedimento de ato infracional contra o jovem que na época era menor.

Segundo o promotor, a morte de Clayton ocorreu em novembro de 2017 “e há motivos para suspeitar que a causa não foi natural. Outras diligências precisam ser feitas para elucidar o caso”, diz o promotor, lembrando que há indícios da presença do jovem na cena do crime.

Atualmente com 18 anos e enfrentando problemas com drogas, o jovem foi preso por apresentar arranhões pelo corpo e por cair em contradição ao tentar se explicar. O promotor conta que Priscila disse na época ter certeza que o filho tinha matado o pai e se sentia ameaçada em sua companhia.

Ao tomar conhecimento do fato ocorrido em Peruíbe na manhã de sexta-feira, 11, Sérgio Brito decidiu que encaminhará cópia do procedimento aberto em Borda da Mata para a polícia paulista. “O modo de que tudo ocorreu lá, poderá ajudar a elucidar o caso aqui”, salienta o promotor.

Wellington Ramalho, ex-cunhado de Priscila, disse que sua morte poderia ter sido evitada e que foi uma tragédia anunciada. Com relação à morte do irmão, ele ressaltou que havia sinais de violência pela casa e no corpo de Clayton, mas não foi feita perícia no local e deram como morte natural.

“Clayton e Priscila estavam separados e o filho morava com a mãe, que reclamou de agressividade e pediu para o pai ficar com o jovem. Clayton tinha uma filha bebê e companheira, que saiu de casa por causa da agressividade do enteado. Os dois ficaram morando sozinhos”, narrou Wellington.

Ele acrescentou que dois dias depois Clayton foi encontrado morto dentro do quarto. O delegado chegou a marcar interrogatório do jovem, mas ele foi internado em uma clínica de recuperação de dependentes químicos, de onde ao sair retornou à casa da mãe em Peruíbe e nova morte aconteceu.


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