Administração letárgica. Município francisquense é o que menos investe na saúde

Pavilhão onde os atendimentos da área de saúde são feitos

A falta de investimento na saúde por parte da administração de Barra de São Francisco/ES tem gerado consequências danosas à população, principalmente a mais carente, que não dispõe de recursos para consultas particulares e muito menos para aquisição de medicamentos.

Desde o início da atual administração que a saúde francisquense vem capengando por falta de investimentos. O cidadão não conta mais com médicos especialistas, exames médicos são realizados com quase seis meses de atraso, e nem remédios para pressão é encontrado no Pavilhão.

Não são apenas médicos especialistas e medicamentos que estão em falta para a população. Os veículos utilizados no setor de saúde estão em situação precária e faz tempo que não passam por manutenção, o que coloca em risco a vida não só dos pacientes, como também dos motoristas.

E não é por falta de recursos. Uma reportagem feita pelo jornal A Gazeta mostrou a queda no investimento na área de saúde em 55 dos 77 municípios capixabas e, para espanto geral, Barra de São Francisco lidera a lista por ter reduzido em 35,5% os investimentos na saúde em 2017.

Em virtude disso, o município francisquense investiu apenas 11,89% na saúde, não atingindo o percentual obrigatório de 15%. De acordo com especialistas, essa irresponsabilidade da administração em não investir o percentual legal na saúde pode gerar rejeição das contas do prefeito.

Como o Município deixou de investir mais de três milhões na saúde em 2017, o dinheiro não usado precisa ter um destino. Por isso, no dia 16 de julho a Câmara Municipal aprovou uma suplementação de fundos de superávit na saúde e assistência social no valor de R$ 3.071 milhões.

Os francisquenses esperam que os recursos aprovados pelos vereadores sejam utilizados na contratação de médicos especialistas e na aquisição de medicamentos para o povo. “Quem sabe esse ano o prefeito mostre sua cara, pois no ano passado ele ficou invisível”, disse um cidadão.



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