Familiares garantem que vítima tinha caso amoroso com a mulher do policial

Anderson tinha caso com a mulher do policial

O soldado Iltemir Araújo Machado, 52 anos, que na madrugada de segunda-feira, 23, matou o costureiro Anderson Carvalho dos Santos, 31 anos, ao encontra-lo tomando banho no banheiro de sua casa, permanecerá preso. A decisão foi divulgada depois da audiência de custódia.

Naquele dia Iltemir, que estava em serviço, foi em casa buscar um pendrive que havia esquecido e encontrou a mulher lavando os cabelos no tanque e ouviu alguém tomando banho. Ao verificar quem estava no banheiro, houve briga entre os dois e o soldado matou Anderson com um tiro no queixo.

O crime aconteceu em um apartamento em que vivem o policial, a mulher e dois filhos no Bairro Vale Encantado, Vila Velha/ES. A versão do policial de que houve briga e Anderson tentou desarma-lo, não convenceu os familiares da vítima, que estão tratando o caso como assassinato.

Soldado Iltemir continua preso
Thiago Carvalho dos Santos, irmão de Anderson, contesta a versão do policial e relata que o banheiro do apartamento, que ele viu pela foto, é minúsculo, e que Iltemir, como policial é treinado para imobilizar uma pessoa desarmada. “Pra mim é assassinato e não autodefesa”, disse ele.

Os familiares de Anderson contestam também a versão da mulher do soldado, de que ele era um amigo antigo que estava sofrendo de depressão. Segundo eles, Anderson e a mulher Iltemir (cujo nome não foi divulgado) mantinham um relacionamento desde 2014 e o policial sabia.

Eles se conheceram, segundo Thiago, quando faziam curso técnico juntos. “A família não aceitava esse relacionamento e minha mãe sempre brigava quando ela vinha para cá. Todo mundo dizia que isso não daria certo e que daria problema no final das contas, o que acabou ocorrendo”, disse.

Destaca, ainda, o irmão de Anderson, que o policial soube de tudo no nascimento do filho caçula da mulher há três anos. Naquele dia, segundo Thiago, ele teve acesso ao celular dela que lhe foi entregue pela enfermeira, e descobriu que sua mulher e o costureiro tinham um caso.

Segundo Thiago, ao descobrir a traição, Iltemir ligou para sua mãe acusando-a de conivência e ameaçou colocar droga na bolsa do seu irmão mais novo. “Por ele ser policial há mais de 28 anos e conhecer muita gente, ficamos com medo de denunciar e não registramos Boletim de Ocorrência”, finaliza Thiago.



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