Caso Cícero completa cinco meses sem que nada seja feito para encontra-lo

Família quer saber o paradeiro de Cícero Novais

No último dia 02 de setembro, completaram cinco meses que Cícero Novais Teixeira desapareceu, depois de ser embarcado na Estação Rodoviária de Mantena/MG por uma servidora do CREAS de Barra de São Francisco/ES, com destino ao Município de Jundiaí/SP.

Segundo parentes de Cícero, a servidora o deixou aos cuidados de um desconhecido que se dirigia aos Estados Unidos e não avisou aos familiares que ele havia embarcado. “Só soubemos que ele havia embarcado dois meses depois”, disse Eronildes Rodrigues Teixeira, irmã dele.

O desaparecimento do irmão deixou Eronildes aflita e juntamente com outros membros da família, iniciou uma busca pelo irmão distribuindo panfletos pela cidade de Jundiaí. Além disso, ela pediu ajuda à polícia daquela cidade, mas as buscas foram em vão e Cícero não foi encontrado.

Os filhos de Cícero, que residem em Colatina/ES, ao tomarem conhecimento de seu desaparecimento ficaram desesperados e cobraram providências no sentido de que ele fosse localizado, mas nada. Cícero continua desaparecido e há suspeitas até de que tenha morrido.

Silêncio da administração

Apesar das cobranças da família, o Município de Barra de São Francisco/ES não tomou nenhuma providência para tentar localizar o paradeiro de Cícero. Sua família acusa a servidora de negligente, pois mesmo sabendo que ele é relativamente incapaz, o deixou à própria sorte.

Reclamam os familiares de Cícero que não receberam nenhum apoio por parte da administração francisquense e na Secretaria de Ação Social foram tratados com descaso. “Fomos tratados como se não fossemos gente e agora nem nos atendem mais”, denunciou Eronildes muito revoltada.

Eronildes comenta que se fosse uma pessoa de condições financeiras todo mundo estaria se movimentando no sentido de localizá-lo. “Mas como somos pessoas humildes e meu irmão era um simples morador de rua, as autoridades não estão nem aí para nós”, enfatiza ela.

“O mais triste disso tudo”, desabafa. “É que o prefeito não moveu uma palha que seja para apurar o que aconteceu com meu irmão e a servidora sequer foi ouvida para justificar o que fez. Isso é uma desumanidade sem tamanho. Não é cristão o que estão fazendo conosco”, finaliza.

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