sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Deputado capixaba reforça luta contra a Máfia do Guincho que insiste em atuar no ES

Apesar de apenas um guincho para vários veículos a máfia cobra valor individual

De posse de denúncias de cidadãos de que a Polícia Rodoviária Federal está praticando irregularidades durante ações de fiscalização de veículos em rodovias da Grande Vitória, principalmente na BR 101, na Serra/ES, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), decidiu tomar providências.

As denúncias encaminhadas ao deputado – que presidiu a CPI da Máfia dos Guinchos na Assembleia Legislativa – relatam que o dono de uma Kombi apreendida na quinta-feira, 10, foi ao pátio na Serra retirar o veículo e se surpreendeu com o valor que teria que pagar.

É que apesar de a Kombi ter sido transportada juntamente com mais três motos no mesmo guincho, o responsável pelo pátio cobrou taxa igual de cada veículo, o que demonstra que a máfia do guincho continua agindo a todo vapor no Estado, prejudicando proprietários de veículos apreendidos.

Estão metendo a mão nos bolsos dos donos de veículos apreendidos sem dó. O valor cobrado pelo reboque do veículo foi de R$ 285,00 e mais R$ 55,00 de permanência no pátio por dia. Sem contar que não houve rateio do valor entre os veículos rebocados, que terão que também pagar o mesmo valor.

A máfia ressuscitou

A Máfia do Guincho continua funcionando e, de acordo com a denúncia do cidadão comprovada com fotos, há mais de uma semana a Polícia Rodoviária Federal está agindo na BR 101 na Serra, numa região próxima do pátio, resultado em alta lucratividade para o guincho.

A Máfia do Guincho tenta recuperar o espaço perdido
“Só nesse caso específico, o guincho ganhou R$ 560,00 para fazer um transporte de menos de cinco quilômetros. Esses absurdos têm que acabar em definitivo”, enfatizou o deputado Enivaldo dos Anjos, destacando que o cidadão não pode ficar à mercê dessa bandidagem.

“Durante quatro anos golpeamos a Máfia do Guincho, mas esse monstro parece que não morre”, disse Enivaldo, lembrando que uma das irregularidades detectadas durante a CPI e que resultaram em vários indiciamentos, voltou a serem praticadas e precisam ser contidas.

A irregularidade a que o deputado se refere é ao transporte de mais de um veículo no mesmo guincho com a cobrança de taxas individuais. “As autoridades não podem compactuar com isso”, salientou Enivaldo, que vem lutando contra essa máfia desde seu mandato anterior.

Providências

Com o objetivo de apressar o combate aos absurdos praticados pela máfia, o deputado Enivaldo dos Anjos informou que pedirá ao Ministério Público Estadual para agilizar a avaliação do relatório encaminhado, no qual foram indiciadas nove pessoas, que aguardam punição.

Essas pessoas, segundo o relatório elaborado pelos procuradores da Assembleia Legislativa, participaram no conluio entre pessoas, empresas e agentes públicos num esquema fraudulento que extorquia motoristas e proprietários de veículos no Espírito Santo.

O referido relatório foi lido e aprovado na última sessão do colegiado realizada no plenário Judith Castelo Leão no dia 10 de dezembro de 2018, depois de receber um adendo da relatora Janete de Sá (PMN). Os indiciados vão de guardas municipais a taxistas,

Donos de pátios de estacionamento e de guinchos, guardas municipais de Vitória e donos de frotas de táxis da capital eram os principais envolvidos na Máfia do Guincho. O documento foi encaminhado ao MPE para abrir os processos junto ao Tribunal de Justiça capixaba.

Encaminhamentos

Cópias do relatório que tem 110 volumes de documentos produzidos ao longo de quatro anos foram entregues também ao Tribunal de Contas, ao Tribunal de Justiça, bem como a outros órgãos do sistema de justiça. Os resultados positivos agora aguardam que os indiciados sejam devidamente penalizados.

Vale destacar três decisões importantes da CPI, que resultaram nas condenações pela justiça de quatro oficiais da Polícia Militar capixaba e do servidor público de Colatina pela Tribunal de Contas, e a suspensão da licitação de novos táxis em Guarapari/ES.

Foram condenados o ex-Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Coutinho a uma multa de R$ 30 mil; coronel Carlos Marx Siqueira Rocha à multa de R$ 20 mil, e o coronel Valdir Leopoldino Júnior e Altiere de Carlo Machado a multa de R$ 50 mil, além da perda das funções na PM.





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